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18 de Novembro de 2017
Santuário Nossa Senhora de Fátima
Catedral do Aterrado – Santuário
Aquela praça, há aproximadamente 200 anos, foi palco do encontro histórico dos compadres fazendeiros “Cocais e Camargos” e sediou a primeira construção edificada no Velho Aterrado: a Capelinha de Nossa Senhora da Luz, cuja data é atribuída ao ano de 1813. O primeiro sacerdote que, segundo registros, celebrou missa e realizou batizados nessa capela foi Padre Manoel Francisco dos Santos, ancestral indireto da família Couto de Luz e coadjutor da Paróquia de Bambuí, à época.
Essa capelinha foi elevada à categoria de Matriz da recém-criada Freguesia de Nossa Senhora da Luz do Aterrado, pela Lei Provincial n° 764, em 02 de maio de 1856.
Tal igreja, segundo o respeitado historiador Waldemar de Almeida Barbosa, foi reformada em 1878.
Com a chegada do Padre Parreiras ao Aterrado, promoveu-se a reconstrução da Matriz, de 1910 a 1914, quando foi demolida a existente e construída uma nova no mesmo local. Essa reconstrução deu ao templo o estilo ainda conservado e o tamanho recuperado em 2002, além do coro, que contém placas com as iniciais dos nomes dos integrantes da comissão das obras: “PJNP” – Padre Joaquim das Neves Parreira, presidente; “EP” – Ewerton Pereira, secretário; “WGM” – Washington Gomes de Macedo, tesoureiro; “MJR” – Marçal José da Roza, empreiteiro e construtor; “JAD” – João Antônio Damasceno, pedreiro; “CFR” – Cornélio Fernandes Rodrigues, ferreiro; e “JRF” – João Regino Filho, carpinteiro.
Criado o Bispado de Aterrado, em 08 de julho de 1918, a então “Matriz Paroquial” é elevada à dignidade de Catedral Diocesana e para isso passa por uma ampliação do seu tamanho original, quando ganha novas sacristias de dois andares e as capelas laterais, ficando pronta em 10 de abril de 1921 com o pontifical solene de posse e entronização do primeiro bispo, Dom Manoel Nunes Coelho.
Inaugurada a Nova Catedral em 1941, a antiga igreja do Padre Parreiras sofre uma remodelação, quando perde as capelas laterais e tem reduzido o seu comprimento em quase um terço, ficando menor que o tamanho original de 1914. Em 1946 é sagrada Santuário de Nossa Senhora de Fátima, o primeiro do Brasil, sendo considerado o segundo do mundo em homenagem à Virgem dos pastorzinhos portugueses. Esse fato acarretou também a diminuição, em 1950, da antiga praça, que perdeu os atuais quarteirões do Hotel Oeste e do Posto Verde.
Em 1953, com a colaboração do Dr.Josaphat Macedo, o templo é reconstruído para receber os restos mortais do Padre Parreiras, que aqui chegaram no dia 16 de maio de 1953. Ainda naquele ano, durante os dias 19 a 21 de junho, o Santuário foi palco dos maiores dias de toda a história da cidade de Luz, quando recebeu a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, juntamente com a multidão de fiéis que acorreram à sede paroquial luzense para a veneração da Virgem Portuguesa. Nessa ocasião foi sancionada a lei municipal que alterou o nome da antiga “Rua da Garagem” de Rua Governador Valadares para Rua Nossa Senhora de Fátima.
Na década de 1970, Monsenhor Omar promove uma reforma naquela igreja, supervisionada pelo mestre de obras Professor Necci, dando-lhe novo presbitério e altar de mármore, além do altar-mor com azulejos portugueses. Esse trabalho retirou o púlpito existente e substituiu as portas e janelas de madeira pelas atuais de vidros, transformando consideravelmente os detalhes da fachada do templo. Noutra reforma feita pelo Padre Íris, em 1991, o Santuário é pintado e tem trocado o seu forro de madeira por uma laje pré-fabricada.
Em 2001 e 2002, o Santuário enfrentou sua última grande reforma, na qual tentou-se restaurar seu aspecto original, com a reconstrução da sacristia, que devolveu ao templo o tamanho primitivo de quando foi construído em 1914 pelo Padre Parreiras. Também foi recuperado o coro, o telhado, revestida a laje da nave e refeita a do presbitério. Além da troca da parte elétrica, calhas e rufos, a igreja recebeu nova pintura, lustres e completa via-sacra, bem como teve recuperado o altar-mor, no qual foram acrescentados dois nichos: um para São Judas Tadeu (padroeiro da comunidade local de pastoral) e outro para São Bento (santo da devoção particular e monástica de Padre Célio, hoje vigário de Campos Altos-MG.

Iácones Batista Vargas
Pesquisador Luzense e Bacharel em Direito
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