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22 de Setembro de 2017
Vila Vicentina
A Vila Vicentina Dom Manoel teve suas origens sob a proteção do Cristo Redentor, cuja monumental estátua se ergue em sua praça principal.
Como bom defensor da obra de São Vicente de Paulo que era, Dom Manoel Nunes Coelho quis presentear o povo luzense, por ocasião do seu aniversario de 25 anos de padre, com a construção da “Vila do Reino” (seu nome original), a qual doou ao Conselho Particular da SSVP de Luz.
Idealizada pelo Bispo de Aterrado, foi instituída no dia 07 de abril de 1932, mas sem que ainda estivesse construída uma casa sequer. Apenas o local havia sido escolhido. A partir dessa data, Jubileu de Prata Sacerdotal de Dom Manoel, é que ele se empenhou na concretização de sua doação, iniciando a elaboração da planta e aquisição dos primeiros materiais para a construção daquele que seria o albergue para os pobres, conforme registrou o Jornal “A Luz” (Ano X, n° 221, ed.07.04.1932, p.2).
A área de 30.000m2, situada na parte alta da cidade compreendida pelas atuais ruas Antonio Gomes de Macedo, Vigário Parreiras, Dr.Melo Viana e Claudomiro Costa Pinto, foi especialmente preparada para a construção dos 16 prédios com alojamento para duas famílias cada um, além da ampla casa de reuniões e catecismo.
A empreitada custou 50:000$000 (cinqüenta contos de réis) e o seu conjunto arquitetônico abriga dezenas de pobres, que ali vivem “desprotegidos da sorte, mas respirando a aura benfazeja da caridade pública distribuída pelas Associações Religiosas”.
Não se tem registro da data de inauguração da “Vila”, propriamente dita. Nada obstante, acredita-se que ela tenha ocorrido concomitantemente aos festejos de 28 de outubro de 1934, quando foi inaugurado, na praça central da “Vila do Reino”, o monumento a Cristo Redentor, cujo busto, facsilime da estátua do Rio de Janeiro, foi “colocada no pedestal à mesma hora em que do alto do Corcovado, S.Eminência o Cardeal Pacelli, futuro Papa Pio XII, lançava sua bênção apostólica a todo Brasil”.
O ato inauguração do imponente monumento contou com a presença de 28 moças, cada qual representando uma das 28 paróquias do Bispado, existentes à época. Curioso é o fato de todas essas moças serem luzenses.
Naquele tempo, o bairro vicentino destinado aos pobres estendia-se até a rua Vigário Parreiras e tinha sua entrada principal situada nas proximidades da atual Delegacia de Polícia em um portão, a partir do qual seguia uma larga alameda retilínea até aos pés do Cristo Redentor. Isso justifica o fato de aquela estátua estar em posição de perfil em relação a quem entra na “Vila Vicentina Dom Manoel” de nossos dias.
A Capela da “Vila”, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, já estava concluída, quando no dia 20 de dezembro de 1960, o seu telhado veio a desmoronar, sendo certo que a Missa de Natal dos pobres da vila foi celebrada “sob os escombros” pelo Bispo Coadjutor Dom Belchior. Felizmente, no dia 19 de março de 1961, a Capela da Piedade foi finalmente inaugurada pelas bênçãos de Dom Manoel.
No ano de 1971, o ainda recém fundado Rotary Clube de Luz doou à comunidade vicentina, novas casas, construídas, nos terrenos da “Vila do Reino”, que conta atualmente com mais dois pavilhões denominados “Dom Manoel Nunes Coelho” e “Frederico Ozanan”, além de abrigar instituições como a Associação dos Alcoólicos Anônimos (AA) e Associação dos Diabéticos de Luz, bem como sediar o “Salão da Caridade de São Vicente de Paulo”, fundado pela incansável Olímpia do Couto Garcia “Tia Nina”.
No ano de 2002, a “Vila do Reino” sofreu grande reforma, e foi crismada com o nome de “Vila Vicentina Dom Manoel”, merecida homenagem a aquele que sempre se preocupou com os menos favorecidos e com a causa vicentina.

Iácones Batista Vargas
Pesquisador Luzense e Bacharel em Direito
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